Na hora de definir os móveis que serão usados no projeto sempre há uma apreensão, afinal, qual o melhor para estar na varanda? Há tempos, varandas tinham como utilidade aprimorar o contato do morador com um ambiente externo, sendo, normalmente, jardim ou área de lazer, tornando-se um refúgio para muitos e diversão para outros. Devido a sua valorização costante, conceitualmente ela se tornou um ambiente indispensável e, de certa forma, “coringa” para arquitetos e decoradores.

O arquiteto Diogo Costa, da capital paulista, explica que o espaço se tornou um ambiente de desejo para os moradores. “suas variações acontecem de acordo com o aproveitamento da área e na escolha de móveis e equipamentos”. Os móveis da varanda precisam ser selecionadas seguindo alguns quesitos. “Na hora de escolhê-los, é necessário levar em conta as reais dimensões do local para evitar transtornos como compras de mobiliário grande ou pequeno demais”, conta a arquiteta Viviane Rossi Carillo, de São Paulo, SP.

Os hábitos da família também influenciam na hora de acertar a mobilia: “se eles gostam de receber, se querem somente um espaço de descanso ou leitura, e ainda se desejam integrar a varanda ao living, o que é muito comum atualmente”. “Em geral, a varanda tem sido utilizada como um prolongamento da sala de estar ou living. Abrigando, na maioria das vezes, sofás, chaises, mesas de centro ou refeições e poltronas para descanso ou momentos de reflexão”, conta o arquiteto. “Uma vez definida qual será a utilidade desse ambiente, o mobiliário fica dimensionado de acordo com medidas e indicações de fornecedores”, explica Costa, que relembra que a frequência do uso também modifica os padrões de escolha.

Os maretiais utilizados são relacionados diretamenteà exposição ao ambiente externo. “Para áreas externas, que recebem luz solar direta, é aconselhável o uso de fibras sintéticas, plásticos rígidos, alumínio anodizado, tecido impermeáveis como o couro náutico ou ainda tecidos com proteção de um impermeabilizante, que não altere a aparência, nem a textura e são laváveis”, ressalta Viviane que complementa: “já para áreas internas ou preservadas desses fatores, há uma grande variedade de materiais e acabamentos: tudo vai depender do gosto e do orçamento do cliente”. Quando se trata de móveis de madeira, o profissional escolhe sempre as mais duras, que reagem melhor à variação das temperaturas. Utilizando assim, madeiras tropicais como a teca ou de demolição.

Há no mercado muitas opções de móveis para áreas de lazer externas e internas. “Dependendo do espaço, o mais indicado é que haja uma mesa para refeições, sofás, poltronas, bancos de madeira ou ainda pufes espalhados pelo local, criando uma atmosfera bem descontraída”, explica a arquiteta. Em projetos de alto-padrão, com ambiente amplo, tem sido comum a criação de espaços gourmet, caracterizando-se pela junção da cozinha e sala de estar ao ar livre. “Geralmente é desen ms jas especializadas”, explica Costa.

Seja a varanda chamada de alpendre, varandim, terraço, sacada, avarandado, ou eirado, o fato é que ela e todo seu mobiliário necessitam de cuidados para ficarem sempre impecáveis. “Os fenômenos climáticos são os principais inimigos para os móveis, porémtormam a varanda um local aconchegante e climático.

Não podemos evitá-los. No entanto estanto estragos causados pelo sol, chuva, vento ou maresia podem ser minimizados”, narra Costa. “Caso seja uma área externa e descoberta, o ideal é proteger os móveis com uma lona plástica, ao menos durante a noite, para poupá-los da ação do sereno, principalmente em casas de campo ou locais de grande altitude”, define Viviane.

Costa também expõe que a aplicação de rolôs ou persianas, vidros e brises “ajudam a evitar manchas e queimaduras nos móveis e pisos de madeira, assim como umidade e bolor e, claro, diminuem incidentes por causa do vento”. Manter os móveis limpos, livres de poeira, impermeabilizados ou até mesmo encerados ajuda a minimizar os efeitos do tempo sobre os mesmos. A arquiteta alerta que fibras naturais como o junco e o vime pedem revisão periódica especialmente para evitar o ressecamento das fibras.
